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Média tensão

Mercado livre de energia e cabine primária: o que a média tensão tem a ver com a sua conta de luz

3 min de leituraPor ABC Transformadores

Desde 2024 qualquer consumidor em média tensão pode migrar para o mercado livre. Veja o que é preciso na cabine, na medição e na demanda para migrar, e o que muda na relação com a distribuidora.

Medidor de energia de fronteira instalado em cubículo de medição de uma cabine primária.

O mercado livre de energia é o ambiente em que o consumidor escolhe de quem compra a energia, em vez de comprar da distribuidora local pela tarifa regulada. Ele é uma das razões mais citadas por empresas que investem em uma cabine primária, e vale entender exatamente o que a média tensão tem a ver com isso.

Quem pode migrar

Desde janeiro de 2024, todos os consumidores atendidos em alta ou média tensão (o grupo A) podem migrar para o mercado livre, sem exigência de demanda mínima, comprando de comercializadoras ou de geradores, inclusive de fontes incentivadas. Consumidores em baixa tensão ainda não podem. Na prática: ter cabine primária é o pré-requisito. Se a sua empresa é atendida em baixa tensão, o primeiro passo é a cabine; veja o que é uma cabine primária.

O que muda na conta

No mercado livre, a conta se divide em duas:

  • A energia, comprada por contrato com o fornecedor escolhido, com preço e prazo negociados.
  • O uso da rede (distribuição e transmissão), que continua sendo pago à distribuidora, pela tarifa de uso, mais a demanda contratada.

A economia vem do preço da energia, e depende do contrato e do momento do mercado. Não é automática, e exige gestão: uma comercializadora ou um gestor independente cuidam dos contratos, da medição e da liquidação na CCEE.

O que a cabine precisa ter

  • Medição de fronteira homologada: um sistema de medição (medidor, TCs e TPs) que atenda aos requisitos da CCEE, com telemetria. Muitas cabines existentes precisam de adequação do cubículo de medição.
  • Demanda contratada compatível com o consumo, porque o uso da rede continua sendo cobrado por ela.
  • Fator de potência dentro do limite, para não pagar reativo excedente; veja fator de potência.
  • Transformador dimensionado para a demanda com folga, como sempre; veja como escolher a potência do transformador da cabine.

O processo

  1. Cabine primária em operação (ou projeto e obra, se ainda não existe).
  2. Estudo de viabilidade com um gestor ou comercializadora: consumo, perfil de carga, preços.
  3. Adequação da medição e adesão à CCEE.
  4. Denúncia do contrato regulado com a distribuidora, com a antecedência prevista.
  5. Contrato de compra de energia e início da operação no mercado livre.

O prazo total costuma ficar entre alguns meses e um ano, dominado pela cabine quando ela ainda não existe.

Vale a pena?

Para consumo relevante e perfil previsível, o mercado livre tende a compensar, e a cabine que o viabiliza já se paga sozinha pela tarifa do grupo A. Para consumos pequenos e irregulares, a gestão pode custar mais que a economia. A resposta é uma conta, não uma regra.

Perguntas frequentes

Preciso trocar o transformador para migrar?

Não, se ele estiver adequado à demanda. O que costuma precisar de adequação é a medição.

Posso voltar ao mercado regulado?

Pode, com antecedência prevista na regulação. Não é uma decisão irreversível, mas tem prazos.

A ABC atua no mercado livre?

A ABC fornece o transformador da cabine, que é a parte física do pré-requisito. A gestão de energia é feita por comercializadoras e gestores; a gente indica quem conhecemos. Fale pela página de média tensão.

Média tensão sob medida

Precisa de um transformador de média tensão para a sua empresa?

A ABC dimensiona e fornece transformadores de 30 a 2.000 kVA em 13,8 e 34,5 kV, a óleo ou a seco. Mande o que você tem (conta de luz, projeto ou a potência instalada) e a gente responde com o modelo.

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