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Média tensão

Óleo mineral ou óleo vegetal no transformador de média tensão: diferenças que decidem

2 min de leituraPor ABC Transformadores

O óleo isola e refrigera. O mineral é o padrão; o vegetal (éster natural) é biodegradável, tem ponto de fogo mais alto e permite instalações mais próximas de pessoas. Veja quando cada um vale.

Amostra de óleo isolante em frasco de vidro ao lado de um transformador a óleo, em laboratório de manutenção.

Em um transformador a óleo, o fluido faz duas coisas ao mesmo tempo: isola as partes energizadas e transporta o calor das bobinas até os radiadores. Por décadas esse fluido foi o óleo mineral, derivado de petróleo. Hoje existe a alternativa do óleo vegetal, o éster natural, e a escolha entre os dois muda segurança, meio ambiente, vida útil e custo.

O óleo mineral

É o padrão da indústria, com desempenho conhecido, custo baixo e enorme base instalada. Suas limitações são também conhecidas: é inflamável, com ponto de fogo em torno de 160 graus; não é biodegradável, então vazamento é passivo ambiental; e envelhece com umidade e oxidação, exigindo análises periódicas e, ao longo da vida, regeneração ou troca.

O óleo vegetal (éster natural)

Feito de óleos de sementes, com aditivos. As diferenças práticas:

  • Ponto de fogo acima de 300 graus, quase o dobro do mineral. Reduz o risco de incêndio e permite, em muitas normas e seguradoras, instalação com menos distância de segurança e menos exigências de contenção.
  • Biodegradável em semanas. Um vazamento é problema de limpeza, não passivo ambiental de anos.
  • Tolera mais umidade sem perder rigidez dielétrica, e retarda o envelhecimento do papel isolante dos enrolamentos, o que tende a alongar a vida do transformador.
  • Custa mais que o mineral, e tem viscosidade maior, o que pode exigir radiadores um pouco maiores.

Quando escolher cada um

  • Subestação ao tempo, longe de pessoas, com contenção padrão: o mineral atende bem e custa menos.
  • Transformador próximo a edificações, áreas com público, hospitais, shoppings, áreas de proteção ambiental, ou onde o seguro pede: o vegetal se paga na redução de exigências e de risco.
  • Instalação interna onde o a seco não é opção por tamanho ou custo: o vegetal é a alternativa que aproxima o a óleo das condições de segurança do a seco. Compare em transformador a seco ou a óleo.

A manutenção não some

Nos dois casos o óleo é analisado periodicamente: rigidez dielétrica, teor de água, acidez, e, para diagnóstico, gases dissolvidos. O vegetal tolera mais, mas não dispensa o programa; veja manutenção de transformador de média tensão.

Retrofit

Trocar o óleo mineral de um transformador existente por vegetal é possível em alguns casos, com avaliação do fabricante, porque as juntas, a pintura interna e o projeto térmico precisam ser compatíveis. Não é uma troca de fluido simples.

Perguntas frequentes

O óleo vegetal é o mesmo óleo de cozinha?

Não. É um éster natural refinado e aditivado para uso dielétrico, com especificação própria (a família da ABNT NBR 15422). Óleo de cozinha não serve.

O transformador a óleo vegetal é maior?

Um pouco, pelos radiadores maiores para compensar a viscosidade. A diferença é pequena e o fabricante já a considera no projeto.

A ABC fornece nos dois fluidos?

Sim. O transformador de média tensão da ABC pode ser especificado a óleo mineral ou vegetal, conforme a instalação; fale com a gente pela página de média tensão.

Média tensão sob medida

Precisa de um transformador de média tensão para a sua empresa?

A ABC dimensiona e fornece transformadores de 30 a 2.000 kVA em 13,8 e 34,5 kV, a óleo ou a seco. Mande o que você tem (conta de luz, projeto ou a potência instalada) e a gente responde com o modelo.

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