Transformador de força e de distribuição: qual a diferença e qual a sua empresa usa
2 min de leituraPor ABC Transformadores
Os dois abaixam tensão, mas em escalas diferentes. Entenda a fronteira entre distribuição e força, o que muda em potência, tensão, refrigeração e proteção, e onde a cabine primária se encaixa.

"Transformador de força" e "transformador de distribuição" aparecem em catálogos, editais e conversas com a concessionária como se fossem categorias óbvias. A fronteira entre eles é de escala, e vale conhecer para não pedir orçamento do equipamento errado.
Transformador de distribuição
É o que abaixa a média tensão (13,8, 23,1 ou 34,5 kV) para a baixa tensão de uso (380/220 V, 440 V). Potências de dezenas a poucos milhares de kVA. É o transformador do poste, o da cabine primária, o pedestal. Refrigeração natural, a óleo ou a seco, proteção por fusível ou disjuntor de média tensão. É a categoria em que a ABC atua na média tensão: de 30 a 2.000 kVA.
Transformador de força
É o que trabalha entre níveis de alta e média tensão nas subestações do sistema elétrico: 138 kV para 13,8 kV, 230 kV para 69 kV, e assim por diante. Potências de dezenas a centenas de MVA. Refrigeração com ventiladores e bombas de óleo, comutador de derivações em carga, proteção por relés diferenciais, monitoramento contínuo. É equipamento de concessionária, de geradora e de grande indústria com subestação própria em alta tensão.
Onde a fronteira fica na prática
A norma brasileira (série NBR 5356) trata os dois com os mesmos princípios, e a divisão comercial costuma ficar em torno de 2 a 5 MVA e da classe de tensão: até 36,2 kV e alguns MVA, distribuição; acima, força. Uma indústria com cabine primária em 13,8 kV usa transformadores de distribuição, por maiores que sejam. Uma indústria atendida em 69 kV ou 138 kV, com subestação abaixadora própria, usa um transformador de força para chegar à média tensão e, depois, transformadores de distribuição para chegar à baixa.
O que muda na especificação
- Perdas e rendimento pesam mais no de força, pela escala; no de distribuição, o custo inicial pesa mais.
- Impedância é definida no projeto do sistema para limitar a corrente de curto; no de distribuição, os valores são padronizados.
- Refrigeração: natural (ONAN) na distribuição; forçada (ONAF, OFAF) na força.
- Comutador: sem carga na distribuição (taps ajustados desligado); em carga na força.
- Ensaios e monitoramento são mais extensos na força.
E o auto transformador?
O auto transformador de baixa tensão da ABC (220, 380 e 440 V) é outra categoria ainda: trabalha inteiramente em baixa tensão, entre as tensões de uso, sem envolver a rede de média tensão; veja auto transformador ou transformador isolador.
Perguntas frequentes
Minha cabine tem um transformador de 1.500 kVA. É de força?
É de distribuição, por potência e por tensão, apesar do tamanho. Força começa na alta tensão e nos MVA.
Preciso de transformador de força para entrar no mercado livre?
Não. O mercado livre exige medição adequada e demanda mínima, não alta tensão; veja mercado livre de energia e cabine primária.
A ABC fornece transformador de força?
A ABC atua em distribuição, de 30 a 2.000 kVA, e em baixa tensão. Para força em alta tensão, indicamos o fabricante adequado.
Média tensão sob medida
Precisa de um transformador de média tensão para a sua empresa?
A ABC dimensiona e fornece transformadores de 30 a 2.000 kVA em 13,8 e 34,5 kV, a óleo ou a seco. Mande o que você tem (conta de luz, projeto ou a potência instalada) e a gente responde com o modelo.
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